quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Contradições

Hoje eu senti uma vontade danada de fazer alguma coisa, sabe... A passagem de ônibus aumentou e eu sinto como se fosse a gota d'água do caos que se estabelece em Fortaleza... Queria mesmo era participar de manifestações pra tirar essa prefeita e mostrar pra seu sucessor que estamos de olho e tiramos mesmo do poder quem não trabalha. Mas onde é que eu estou? No trabalho... Fazendo relatórios de atividades. Claro que isto é necessário... O trabalho é importante, mas, saca, hoje eu acordei querendo revolucionar!!!!
Xingar muito no twitter está me fazendo uma pessoa que eu não queria ser: que reclama, reclama e não faz nada! Eu não queria ter que esperar até ano que vem pra protestar com o meu voto, queria tirar logo essa mulher do poder pra Fortaleza ganhar dois anos de desenvolvimento.
Mas não é só a minha contradição aqui estabelecida, lembre-se que há um plural no título desse post... Falei agora com a Ju e ela está trabalhando lá na praça da Bandeira. Sendo ela guarda-municipal, ela meio que faz parte da "repressão". Tipo, o papel dela é establecer a ordem pública, não permitindo depredações no patrimônio público (no que eu concordo demais!). Mas é estranho, sabe... Ter amigos dos dois lados... A Ju mesmo é contra o aumento da tarifa de ônibus, mas ela está protestando? Não, está trabalhando. Alguém tem que manter a ordem. Não é ironia, é sério, o trabalho dela é importantíssimo... Mas saca????
Fico imaginando um carinha lá do CEFET que estava em todas as manisfestações, um cara altamente do movimento e hoje em dia é policial... E aí, quem vai protestar enquanto ele tiver "mantendo a ordem pública"?
Mais uma vez explico que o trabalho da segurança pública é honradíssimo, altamente necessário e deve ser valorizado. Mas quem vai protestar?
Queria ver mesmo era a guarda e a polícia se juntando à massa estudantil e protestar junto... Mas como??? Saca, cada um tem o seu papel.
Enfim, tudo isso é um certo desabafo meu pela minha sensação de impotência. Só hoje, adulta, percebo que quem revoluciona são os jovens, os estudantes, quem não trabalha... Não tem patrão, é livre... E quem é corajoso o suficiente pra enfrentar esses verdadeiros repressores que são nossos interesses próprios.

Eu quero é botar meu bloco na rua

(Sérgio Sampaio)

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval...

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender