Do que uma amizade é construída? Na minha humilde opinião, de conversas.
Claro que confiança, empatia, respeito, experiências compartilhadas contam. Mas o fundamental são as conversas.
Conheço Carla desde que eu tinha 6 meses de vida, éramos vizinhas, famílias amigas, brincamos juntas... Mas só me considero amiga dela a partir de uma conversa que tivemos aos 12 anos. Naquele momento, pela primeira vez na vida, ela me retribuiu o olhar de confiança e amizade.
Lembro também quando eu tinha uns 8 anos e o meu melhor amigo era o Geraldinho e eu só percebi isso quando fui contar pra ele que ia mudar de escola...
Aos 15 tive uma conversa com a Gabi (a mesma do post anterior) que nos marcou profundamente. Não consigo lembrar completamente o que nós falamos mas lembro que foi muito forte...
Com o Xadai, meu Deus do céu, eu exploro o coitado, heheheh. É praticamente meu analista ele. Temos tantas e tantas conversas...
Com a Ju, tivemos duas conversas excepcionais: uma um pouco antes do "Oh, captain, my captain" (a gente nunca vai te deixar esquecer disso, Ju =]) e outra em que a gente quase saiu no tapa, hehehe. Ah, sim, teve uma conversa em Canoa tbm...
Existem conversas épicas que realmente tem o poder de nos marcar e quem me conhece, nem que seja de vista, sabe que eu falo pelos cotovelos...
O curioso é a Tayanne, minha amiga do silêncio, rs. Já tivemos excelentes conversas, vivemos juntas muita coisa, mas o que mais me lembro de como nos tornamos amigas é que não havia som, nem palavras... Conversamos no silêncio nos olhando, uma espécie de telepatia...
Enfim, tudo isso que eu escrevi é pra tentar explicar um pouco da música da vida. Conversas e silêncios... Tudo tão fundamental na construção das relações humanas, saca... Não devemos nos permitir perder oportunidades de falar com quem amamos, sabe? O tempo é implacável: passa mesmo, tah nem vendo!
sexta-feira, julho 23, 2010
sexta-feira, julho 09, 2010
Mudanças...
Como diria Gabriella, dei meu grito do Ipiranga.
Vou sair de baixo das asas de meus pais, voar do ninho, me atirar no vazio e torcer pra ter aprendido a voar direito.
Foi uma decisão difícil de ser tomada e tah demorando pra ser concretizada. Estou um pouco assustata, sabe. Outro dia acordei no meio da noite com medo pq tinha tido um pesadelo, aí fui pra sala e fiquei assistindo TV até esquecer o pesadelo e ir dormir. Fiquei imaginando no dia seguinte, quando eu tiver pesadelos no ap, como vai ser, sabe? A sensação de segurança que tenho na casa dos meus pais, será que vou demorar muito pra adquirir no novo lar?
Sou medrosa por natureza, já assumi isso publicamente nesse mesmo blog e pela primeira vez na vida eu assumo realmente as rédeas de minha vida.
Meus pais estão chateados comigo... E eh normal, eu ia ficar triste se eles achassem isso o máximo, entendo a posição deles. Mas a chateação deles sempre vem acrescentada de um: "a vida é sua, você que sabe. A gente não pode mudar nada mesmo...".
Eu me dou bem com eles em muitos aspectos, mas eu sinto que estou grande demais pra casa deles. Já não tenho a mesma facilidade de seguir as regras deles e ela não mudaram com meu crescimento. Acho que no alto dos meus 21 anos e independência financeira, não tenho mais o direito de estar enchendo a paciência deles com minhas danações, entende? Eu cresci... Vou sempre precisar dos meus pais mas acho que eles já fizeram muito por mim, eu assumo agora.
Além disso, eu mesma tenho a necessidade de encarar a vida. Duas vezes quase saí de casa por motivo de estudo e trabalho, mas sempre acontecia algo e eu acabava ficando. Tenho esse desejo louco de comer a minha comida e lavar minhas roupas, heheh (essa parte é meio mentira), mas enfim, tenho vontade de ver o que é a vida no mundo. ser responsável por mim absolutamente.
Graças a Deus, tenho amigos que ficam do meu lado e me apoiam, cada um a sua maneira.
Está sendo um momento difícil e divertido ao mesmo tempo. Nunca tinha parado pra pensar na importância do Veja, hehehe
Enfim, recomendo a todos essa experiência. Vou contando aqui aos poucos como está sendo a mudança.
Vou sair de baixo das asas de meus pais, voar do ninho, me atirar no vazio e torcer pra ter aprendido a voar direito.
Foi uma decisão difícil de ser tomada e tah demorando pra ser concretizada. Estou um pouco assustata, sabe. Outro dia acordei no meio da noite com medo pq tinha tido um pesadelo, aí fui pra sala e fiquei assistindo TV até esquecer o pesadelo e ir dormir. Fiquei imaginando no dia seguinte, quando eu tiver pesadelos no ap, como vai ser, sabe? A sensação de segurança que tenho na casa dos meus pais, será que vou demorar muito pra adquirir no novo lar?
Sou medrosa por natureza, já assumi isso publicamente nesse mesmo blog e pela primeira vez na vida eu assumo realmente as rédeas de minha vida.
Meus pais estão chateados comigo... E eh normal, eu ia ficar triste se eles achassem isso o máximo, entendo a posição deles. Mas a chateação deles sempre vem acrescentada de um: "a vida é sua, você que sabe. A gente não pode mudar nada mesmo...".
Eu me dou bem com eles em muitos aspectos, mas eu sinto que estou grande demais pra casa deles. Já não tenho a mesma facilidade de seguir as regras deles e ela não mudaram com meu crescimento. Acho que no alto dos meus 21 anos e independência financeira, não tenho mais o direito de estar enchendo a paciência deles com minhas danações, entende? Eu cresci... Vou sempre precisar dos meus pais mas acho que eles já fizeram muito por mim, eu assumo agora.
Além disso, eu mesma tenho a necessidade de encarar a vida. Duas vezes quase saí de casa por motivo de estudo e trabalho, mas sempre acontecia algo e eu acabava ficando. Tenho esse desejo louco de comer a minha comida e lavar minhas roupas, heheh (essa parte é meio mentira), mas enfim, tenho vontade de ver o que é a vida no mundo. ser responsável por mim absolutamente.
Graças a Deus, tenho amigos que ficam do meu lado e me apoiam, cada um a sua maneira.
Está sendo um momento difícil e divertido ao mesmo tempo. Nunca tinha parado pra pensar na importância do Veja, hehehe
Enfim, recomendo a todos essa experiência. Vou contando aqui aos poucos como está sendo a mudança.
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