Pois eh, muito por acaso resolvi acessar esse blog e me deparei com minha imagem.
De repente, me veio a mente em como eu não me reconheço mais nela, como eu estou diferente hoje em comparação com a época em que essa imagem foi registrada.
No entanto, eu gosto da minha imagem acima, não por nostalgia ou arrependimento pelas mudanças, mas pelo que eu estava sentindo nesse momento. Ainda lembro desse momento... Eu estava na casa de praia e estava sentindo uma paz tão grande que tive a necessidade de registrar de alguma maneira. É uma boa fotografia porque eu acho que consegui traduzir no olhar e no meio sorriso. Mas enfim, a análise do que senti hoje vai um pouco além do que a simples comparação física (diga-se de passagem, meu rosto já não é tão "lisinho" assim, algumas espinhas e cravos decidiram premiar a minha saída da adolescência com sua presença e as marcas ficaram).
Psicologicamente, sou muito diferente. Não sei se melhor ou pior, mas mais feliz.
Os motivos que me fazem mais feliz hoje é a consciência da alegria. Hoje eu sei como as coisas são difíceis e por isso, quando me vejo numa situação de alegria, aproveito muito mais. Não tenho mais tantos pudores, tenho só os estritamente necessários, rs. Tenho hoje uma concepção de amor mais abrangente. Vejo Deus como um ser de amor infinito, de piedade absoluta e de lealdade inverossímil. Vejo o amor como algo que não deva ser julgado, mas experimentado, entende? O que eu estou querendo dizer é que ele só é entendido quando se sente. Aprendi a amar de muitas maneiras, conheci o amor com diversas cores. E o mais importante eu ainda estou aprendendo: a não ter medo de amar.
Houveram momentos em que me assustei com o que sentia, tentei reprimir e isso me fez um mal danado pelo óbvio, não se pode impedir que o coração páre de bater sem que isso traga sofrimento, talvez mais dor do que permitir que ele bata. Estou aprendendo aos poucos a me controlar, a colocar "óculos" pra enxergar o amor com outra cor quando vejo que de alguma maneira ele esteja trazendo sofrimento pra alguém.
Infelizmente ou felizmente, só o tempo dirá, hoje tenho quantitativamente menos amigos do que na época da foto. Mas eu dou muito mais valor a eles e eles a mim... Confiança é outro conceito que estou consolidando. Confiar é não ter medo de segurar na mão, de olhar nos olhos e dizer que a pessoa está com mal-hálito, entende? Ainda estou num processo de aprender a confiar mais.
Enfim, hoje sinto-me mais responsável por mim. Acho que tenho mais poder sobre a minha vida. Continuo a mesma pessoa dependente, mas hoje sou mais disposta.
A coragem ainda é algo que alugo, rs.
Tenho que finalizar essa escrita, e não vejo nada melhor do que repetir algo que falei lá pelo meio: não sei se sou melhor ou pior, mas sou mais feliz.